Produção limitada, sabor inesquecível. Todos os anos, o renomado enólogo uruguaio Eduardo Boido seleciona cuidadosamente as parcelas da Bodega Bouza que apresentaram desempenho excepcional para engarrafá-las como Parcela Única. Estimativa de guarda 12 anos!
Por que este vinho é especial
Todo ano, o enólogo Eduardo Boido seleciona, entre os vinhedos da Bouza, microparcelas que atingiram desempenho excepcional. Essas parcelas, engarrafadas como Parcela Única, são lotes minúsculos que traduzem um recorte preciso de terroir. O A6 nasce em Melilla (Montevidéu, Uruguai) e é um retrato fiel do Tannat nessa zona marítima: concentração, frescor e textura refinada. Com um clima marítimo moderado, com estações bem definidas, o Terroir de Melilla é onde o Atlântico encontra o Tannat. Os verões secos e ensolarados favorecem maturação fenólica completa; os invernos frios e chuvosos ajudam a manter reservas hídricas e sanidade do vinhedo. O solo é limoso-argiloso com alto teor de calcário. Esse perfil confere estrutura, taninos de grão fino e um traço mineral que prolonga o paladar. Exposição e brisas: a influência do Oceano Atlântico e do Rio da Prata modera temperaturas e preserva acidez — peça-chave para um Tannat vibrante e longevo.
Vinificação e amadurecimento
Uva: 100% Tannat (seleção rigorosa de cachos da Parcela A6 da Vinícola Bodega Bouza. Fermentação: condução focada em extração controlada para preservar fruta e polimerizar taninos. Amadurecimento: 17 meses em barricas de carvalho, calibrando especiarias doces, notas de tostado e integração do álcool. Álcool: 14% vol. — sustentado por acidez firme e corpo encorpado, resultando em equilíbrio.
Perfil sensorial da safra 2021
Cor: rubi profundo com reflexos violáceos. Aromas: frutas negras maduras (ameixa, amora), especiarias doces, tabaco, toques de tostado e uma ponta de grafite/erva seca típica do terroir calcário. Boca: entrada potente e fresca, taninos densos porém polidos, centro de boca suculento e textura cremosa. Final longo, com eco de fruta negra, cacau leve e especiarias. Harmonização: potência com suculência A estrutura do A6 pede pratos de cocção lenta e colágeno, onde o tanino se casa com a gordura. Clássicos: rabada, ossobuco, cassoulet. Churrasco & brasa: costela (assada ou ensopada), cortes marmorizados. Caça: javali e lebre em preparações úmidas com ervas. Queijos: curados e de massa dura (grana, parmesão uruguaio/argentino). 👨🏽🍳 Dica de chef: reduções com fundo escuro, pancetta e ervas mediterrâneas ressaltam as notas de especiaria e tabaco.
Serviço
Temperatura: 18 °C. Decantação: 1 hora para oxigenar e abrir camadas aromáticas. Taça: bordô grande (tipo Bordeaux), para ampliar superfície e domar taninos.
Guarda e evolução
Janela: até 12 anos a partir da safra, em condições adequadas (14–16 °C, pouca luz, umidade estável). Evolução esperada: integração maior do carvalho, taninos mais sedosos e surgimento de terciários (cedro, couro fino, tabaco doce), sem perder o eixo de frescor. O Parcela Única A6 é um tinto de contemplação, ideal para jantares especiais, adegas de colecionadores e momentos em que se quer mostrar o que o Tannat uruguaio pode alcançar fora dos rótulos de volume. É também um excelente “embaixador” do estilo Bouza: precisão, fruta limpa, extração medida e madeira comedida.
Sobre a Bouza e Eduardo Boido
A Bodega Bouza, referência em Montevidéu, consolidou-se pela atenção a microterroirs e vinificação de detalhe. O Projeto Parcela Única reflete a filosofia de Boido: engarrafar singularidades — vinhos que contam a história de um pedaço específico de solo e clima, em cada safra.